Ibovespa fecha em baixa no primeiro pregão de 2026; dólar recua mais de 1%

Ibovespa fecha em baixa no primeiro pregão de 2026; dólar recua mais de 1%

O mercado financeiro brasileiro iniciou o ano em clima de cautela. No primeiro pregão de 2026, o Ibovespa encerrou em queda, enquanto o dólar registrou forte recuo, refletindo ajustes de carteiras, expectativas com a política monetária e o cenário internacional.

Desempenho do Ibovespa

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa, pressionado por ações de grandes companhias dos setores de commodities e varejo. Analistas apontam que investidores aproveitaram o início do ano para realizar lucros acumulados em dezembro, quando o índice havia registrado alta consistente.

“O movimento foi mais técnico do que estrutural. Muitos investidores ajustaram posições após o rali de fim de ano”, explicou um economista ouvido pela imprensa.

Comportamento do dólar

Em contrapartida, o dólar comercial recuou mais de 1%, encerrando o dia cotado abaixo de R$ 5,00. O movimento foi atribuído à entrada de fluxo estrangeiro e à expectativa de manutenção da política monetária nos Estados Unidos, que pode favorecer moedas emergentes.

“O real se beneficiou do apetite por risco global e da percepção de que o Brasil pode atrair mais investimentos em 2026”, destacou um analista de câmbio.

Fatores internos e externos

No cenário doméstico, investidores acompanham os primeiros sinais da política fiscal do governo e aguardam definições sobre reformas econômicas. Já no exterior, o mercado monitora indicadores de inflação nos EUA e na Europa, além da política de juros do Federal Reserve.

“O mercado brasileiro segue sensível ao ambiente internacional. Qualquer mudança na política de juros americana pode impactar diretamente o câmbio e a Bolsa”, afirmou um gestor de fundos.

Setores mais impactados

Entre os setores que mais influenciaram a queda do Ibovespa, destacaram-se mineração e siderurgia, com recuo nas ações da Vale, e o varejo, pressionado por expectativas de consumo mais fraco no início do ano. Bancos também registraram leve baixa, refletindo ajustes de portfólio.

“O investidor ainda está avaliando como será o ritmo da economia brasileira em 2026. Há cautela com consumo e crédito”, disse um especialista em mercado de capitais.

Perspectivas para 2026

Apesar da queda inicial, analistas mantêm projeções positivas para o mercado brasileiro ao longo do ano, especialmente se houver avanço em reformas e estabilidade política. O fluxo estrangeiro deve continuar sendo determinante para o desempenho da Bolsa e do câmbio.

“O Brasil segue no radar dos investidores internacionais. O desafio será manter credibilidade fiscal e aproveitar o cenário externo favorável”, avaliou um economista-chefe.

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