OPERAÇÃO EM SÃO PAULO MIRA DISTRIBUIDORA SUSPEITA DE VENDER CABOS FORA DE CONFORMIDADE EM MARKETPLACE
Uma operação em andamento na capital paulista mira a distribuidora Gupar, localizada na Rua Yamato, 389, no Jardim Japão, após denúncias encaminhadas pelo Sindicel ao Procon-SP e ao Ipem-SP. A apuração envolve a possível comercialização de cabos e fios elétricos fora de conformidade em plataformas de marketplace.
Segundo informações preliminares, a empresa teria sido identificada pelo Guardião Digital do Inmetro como uma das maiores vendedoras do Mercado Livre entre anúncios relacionados a produtos suspeitos de irregularidade. O levantamento teria apontado grande volume de ofertas envolvendo materiais elétricos que, segundo a denúncia, não atenderiam aos padrões técnicos exigidos para determinadas aplicações.
Entre os produtos sob suspeita estariam cabos e fios de alumínio cobreado, material que pode ser confundido pelo consumidor com produtos de cobre. A preocupação é que esse tipo de item, quando vendido sem a devida informação ou fora das normas aplicáveis, possa induzir o comprador ao erro e comprometer a segurança das instalações elétricas.
De acordo com o Sindicel, a denúncia foi encaminhada aos órgãos de fiscalização após a identificação de anúncios com possíveis inconsistências técnicas, incluindo referências a normas que não corresponderiam à real conformidade do produto comercializado.
O caso chama atenção também por um histórico anterior. Segundo o Sindicel, a mesma distribuidora já teria sido autuada pelo Procon há cerca de quatro anos, ocasião em que mais de 10 mil rolos de fios teriam sido apreendidos. A suspeita agora é de que, mesmo após a fiscalização anterior, a empresa tenha mantido atuação relevante no comércio digital.
A operação busca verificar a origem dos produtos, as informações apresentadas ao consumidor, o volume de comercialização e eventual reincidência. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a distribuidora poderá ser alvo de novas sanções administrativas e responder por infrações contra o consumidor.
Para entidades do setor elétrico, a venda de cabos fora de conformidade representa risco direto à população. Produtos inadequados podem provocar aquecimento, curto-circuito, falhas em instalações residenciais, comerciais e industriais, além de prejuízos materiais e acidentes.
A ação também reacende o debate sobre a responsabilidade dos marketplaces na oferta de produtos ligados à segurança do consumidor. Para o setor, plataformas digitais precisam reforçar mecanismos de controle, rastreamento e retirada rápida de anúncios suspeitos.
A investigação segue em andamento.














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