Suspeitos de fraudes fundiárias negam crimes; defesa aponta “mal-entendidos” nas investigações em Feira de Santana

Por Redação – Porto Seguro News

Os suspeitos investigados por supostas fraudes fundiárias em Feira de Santana, no interior da Bahia, negaram qualquer participação em irregularidades e afirmaram, por meio da defesa, que tudo não passa de “mal-entendidos” na interpretação dos documentos analisados pela polícia.

A operação, deflagrada pela Polícia Civil, apura um esquema que envolveria falsificação de assinaturas, criação de matrículas irregulares e comercialização indevida de terrenos. A suspeita é de que áreas públicas e particulares teriam sido alvo de manobras para transferências ilícitas de posse.

“Não há dolo ou intenção criminosa. O que existe é uma interpretação equivocada de documentos antigos e procedimentos administrativos legítimos”, afirmou o advogado que representa alguns dos investigados.

Investigação aponta indícios de falsificação

De acordo com a Polícia Civil, foram identificados indícios de adulteração em registros, assinaturas incompatíveis e alterações suspeitas em documentos cartoriais. A investigação aponta que alguns terrenos foram comercializados mais de uma vez, com papéis que apresentavam inconsistências.

Os agentes também apuram se há envolvimento de servidores públicos ou intermediários com acesso privilegiado a documentos e sistemas de cadastro fundiário.

Defesa diz que acusados colaboram com a polícia

A defesa alegou que todos os suspeitos já prestaram esclarecimentos e entregaram documentos extras para reforçar a legalidade das transações feitas ao longo dos anos.

Os advogados destacam que muitos dos processos analisados envolvem terras antigas, heranças e regularizações complexas, o que poderia ter causado confusões durante a investigação inicial.

Apesar da negativa, a polícia afirma que continuará com diligências, perícias documentais e novas oitivas para esclarecer as suspeitas e identificar se houve participação de mais pessoas no esquema.

Próximos passos

A Delegacia de Defraudações deve encaminhar um relatório parcial ao Ministério Público nas próximas semanas. Caso sejam confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por falsidade ideológica, fraude documental, estelionato e organização criminosa.

Crédito da foto: Divulgação / Polícia Civil

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