Polícia Civil de SP desmonta esquema de roubos de carga com participação de prestadores de serviço

Por Redação – Porto Seguro News

A Polícia Civil de São Paulo desarticulou, nesta terça-feira, um esquema organizado de roubos de carga que operava em diferentes regiões do estado e contava com a participação direta de prestadores de serviço terceirizados de transportadoras.

Segundo a investigação, funcionários terceirizados eram responsáveis por repassar informações privilegiadas sobre rotas, horários e tipos de mercadorias transportadas. Com esses dados, grupos criminosos planejavam interceptações precisas, reduzindo riscos e aumentando as chances de sucesso nas ações.

“Eles tinham acesso às planilhas, aos horários e às cargas mais valiosas. Era uma operação profissional, que exigiu meses de monitoramento”, explicou um delegado da especializada.

A operação, que envolveu equipes da Divisão de Investigações Gerais (DIG), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas cidades. Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, veículos usados nos crimes e parte das mercadorias desviadas.

De acordo com a polícia, o esquema funcionava há pelo menos dois anos. Os prestadores de serviço indicavam, inclusive, caminhoneiros considerados “mais vulneráveis”, facilitando a ação de quadrilhas que atuavam com rapidez e violência.

Criminosos simulavam pane e bloqueios

O grupo utilizava diferentes métodos para abordar os motoristas. Em muitos casos, criminosos simulavam panes na estrada para induzir caminhões a reduzir a velocidade. Em outros, criavam bloqueios improvisados para forçar a parada dos veículos.

Os motoristas eram rendidos e abandonados em locais afastados, enquanto a carga seguia em veículos de apoio até depósitos clandestinos. Em alguns episódios, a carga era redirecionada diretamente para receptadores previamente contratados.

Prejuízo milionário e novas prisões previstas

A Polícia Civil estima que o grupo tenha causado um prejuízo milionário às transportadoras e ao setor de logística, especialmente no transporte de eletrônicos, medicamentos e produtos alimentícios.

As investigações continuam, e novas prisões não estão descartadas. A polícia também apura se outras empresas podem ter sido alvo de funcionários envolvidos com o crime.

Autoridades destacam que a cooperação entre transportadoras e órgãos de segurança será intensificada para evitar que informações internas continuem sendo usadas para facilitar ações criminosas.

Crédito da foto: Divulgação / Polícia Civil de SP

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