Polícia prende quadrilha interestadual que aplicava golpe do falso médico

Por Redação – Porto Seguro News

Uma operação integrada das forças de segurança resultou na prisão de uma quadrilha interestadual especializada no chamado “golpe do falso médico”. O grupo atuava em diversos estados usando identidades falsas, carimbos adulterados e laudos médicos fraudulentos para aplicar golpes em clínicas, hospitais e até em beneficiários de programas sociais.

Segundo a polícia, os criminosos se passavam por médicos de diferentes especialidades para obter vantagens financeiras, acesso a medicamentos controlados, emissão de atestados falsos e até para intermediar pedidos de benefícios usando documentos médicos fraudulentos.

“Era uma organização estruturada, com divisão de tarefas e atuação em mais de um estado. Eles falsificavam identidades e utilizavam carimbos e laudos médicos adulterados”, afirmou o delegado responsável pela investigação.

Durante a operação foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. Foram encontrados computadores, celulares, prontuários falsificados, carimbos de profissionais da saúde, receituários e documentos originais que haviam sido usados como base para a fraude.

Como funcionava o golpe

De acordo com as investigações, os integrantes da quadrilha utilizavam documentos falsos para se apresentarem como médicos em consultórios e estabelecimentos de saúde. Em alguns casos, ofereciam consultas ilegais e cobravam por supostos atendimentos, enquanto em outros vendiam atestados e receituários para terceiros.

O grupo também atuava em esquemas de obtenção ilegal de benefícios previdenciários e assistenciais, usando laudos médicos adulterados para justificar doenças inexistentes.

Prejuízo e próximos passos

A polícia estima que o prejuízo causado pela quadrilha seja de milhões de reais, considerando o uso indevido de benefícios, fraudes em clínicas e riscos à saúde de pessoas que foram atendidas por falsos profissionais.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina, associação criminosa e fraude contra órgãos públicos.

As investigações continuam para identificar possíveis cúmplices e vítimas que ainda não registraram boletim de ocorrência.

Crédito da foto: Divulgação / Polícia Civil

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *