Brasil amplia fronteiras: Um terço do comércio nacional agora opera com tarifas reduzidas
O cenário do comércio exterior brasileiro atingiu um marco histórico. Graças à consolidação de novos tratados internacionais e à modernização de acordos existentes, um terço de todo o volume comercial do Brasil (soma de exportações e importações) passou a ser realizado sob regimes de tarifas reduzidas ou zeradas.
Avanço Estratégico e Integração Global
A expansão da cobertura tarifária é fruto de um esforço diplomático e econômico para retirar o Brasil do isolamento comercial. Com a implementação de novas regras, especialmente no âmbito do Mercosul e em acordos bilaterais estratégicos, o país consegue mitigar o impacto do protecionismo internacional.
Atualmente, cerca de 33% das trocas comerciais do país são beneficiadas. Isso significa que a cada três dólares comercializados, um possui algum tipo de preferência tributária. Esse movimento é essencial para equilibrar a balança comercial e atrair investimentos estrangeiros, uma vez que a segurança jurídica dos acordos de livre comércio oferece mais estabilidade para os investidores.
Impacto nos Setores Produtivos
A redução de alíquotas de importação e exportação gera efeitos em cascata na economia brasileira:
- Agronegócio: Ganha fôlego para explorar novos mercados na Ásia e no Oriente Médio, onde as tarifas costumavam ser uma barreira proibitiva.
- Indústria: Beneficia-se da importação de máquinas e tecnologias de ponta com custos reduzidos, o que moderniza o parque industrial nacional.
- Consumidor Final: A longo prazo, a maior oferta de produtos importados a preços competitivos pode ajudar no controle da inflação e aumentar o poder de compra.
Perspectivas para o Futuro
Apesar do avanço, especialistas apontam que o Brasil ainda tem espaço para crescer. Enquanto nações desenvolvidas possuem mais de 60% do seu comércio sob acordos de livre circulação, o Brasil ainda busca concluir negociações importantes, como a revisão total do acordo entre Mercosul e União Europeia.
O foco das próximas etapas deve ser a redução de barreiras não-tarifárias, como exigências burocráticas e normas técnicas, que ainda travam a agilidade do fluxo comercial brasileiro. Com a manutenção da agenda de abertura, a expectativa é que a participação dos acordos no PIB continue em trajetória de ascensão nos próximos anos.














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