Nova proposta pelo fim da escala 6×1 agita o Congresso — o impacto para trabalhadores e empresas
Na sexta-feira (5/12), o deputado federal Leo Prates (PDT-BA) apresentou um relatório substitutivo a um projeto de lei que trata do fim da escala 6×1 — ou seja: seis dias trabalhados e um dia de descanso. A proposta, que já está na pauta da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, estabelece nova jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais, com cinco dias trabalhados e dois de folga, e sugere entrada gradual a partir de 2028. [oai_citation:0‡CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/politica/relator-de-pl-sobre-fim-da-escala-6×1-apresenta-texto-que-pode-ser-contraponto-a-pec//?utm_source=chatgpt.com)
O que muda com o substitutivo
Além da redução da carga semanal, o texto abre margem para acordos coletivos que permitam regime de escala 4×3 — quatro dias de trabalho por três de descanso — com máximo de 10 horas por dia. A ideia é dar flexibilidade às empresas, preservando direitos trabalhistas. [oai_citation:1‡CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/politica/relator-de-pl-sobre-fim-da-escala-6×1-apresenta-texto-que-pode-ser-contraponto-a-pec//?utm_source=chatgpt.com)
Segundo o relator, a proposta tenta “equilibrar a valorização do trabalho humano e a sustentabilidade econômica das empresas”. Ele afirma que o modelo antigo já não representa a realidade de muitos setores e que a mudança será escalonada para permitir adaptação gradual. [oai_citation:2‡CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/politica/relator-de-pl-sobre-fim-da-escala-6×1-apresenta-texto-que-pode-ser-contraponto-a-pec//?utm_source=chatgpt.com)
Contexto: por que a escala 6×1 voltou à discussão
A escala 6×1 é adotada em diversos setores da economia — da indústria aos serviços, passando pelo transporte —, e por décadas foi vista como essencial para demanda contínua. Porém, com as transformações do mercado, automação, saúde ocupacional e debate sobre qualidade de vida, cresce o questionamento sobre sua viabilidade. Especialistas afirmam que jornadas longas e repetitivas aumentam o risco de desgaste, adoecimento e perda de produtividade. (insight com base em estudos contemporâneos sobre saúde ocupacional e eficiência no trabalho)
Além disso, a tramitação paralela da PEC do fim da escala 6×1 — coordenada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) — pressiona o Congresso a definir um novo padrão trabalhista. Diferente do relatório de Leo Prates, a PEC permite jornadas ainda mais curtas. [oai_citation:3‡CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/politica/relator-de-pl-sobre-fim-da-escala-6×1-apresenta-texto-que-pode-ser-contraponto-a-pec//?utm_source=chatgpt.com)
Reações diversas: trabalhadores, empresas e economia em jogo
Empregadores alertam sobre custos e competitividade
Para representantes do setor produtivo, a mudança para 40 h semanais pode representar aumento de custos — com necessidade de mais contratações, reestruturação de turnos e reajuste de salários. “Para manter os níveis de produção com menos horas trabalhadas, será preciso repensar processos e, possivelmente, aumentar o preço final”, avalia um gestor de indústria de médio porte (fonte fictícia com base em cenário de mercado).
Do ponto de vista econômico, há preocupação sobre impactos na competitividade, especialmente em setores com margens reduzidas e alta dependência de mão-de-obra contínua.
Trabalhadores celebram possibilidade de mais descanso e qualidade de vida
Para especialistas em saúde ocupacional e bem-estar no trabalho, a proposta pode representar um ganho real — menos cansaço, menor risco de adoecimento, mais tempo para família, lazer e descanso. “Quando damos ao trabalhador tempo para se recuperar, a produtividade não cai — ela se ajusta de forma mais sustentável”, afirma a médica do trabalho fictícia Dra. Mariana Soares.
Além disso, o regime 4×3 pode beneficiar profissionais de setores como call centers, logística e serviços essenciais, oferecendo mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Desafios na implementação e prazos a cumprir
Mesmo com a proposta apresentada, a adoção não será imediata. O relatório prevê transição gradual até 2028 — prazo considerado longo por sindicatos e associações de trabalhadores. Para eles, o ideal seria uma adoção mais rápida, diante do desgaste já acumulado por milhões de trabalhadores.
Outro ponto de atenção: para adotar a escala 4×3, será necessário acordo coletivo ou convenção coletiva, o que exige negociação com sindicatos — um processo muitas vezes demorado ou conflituoso.
Impacto social e econômico de uma reforma no padrão de trabalho
Se aprovada, a reforma poderia transformar a carteira de trabalho no Brasil, influenciando desde setores industriais até serviços — com reflexos no desemprego, na produtividade, no consumo e na qualidade de vida.
Especialistas em economia e trabalho afirmam que jornadas mais equilibradas tendem a reduzir índices de doenças relacionadas ao estresse, absenteísmo, acidentes de trabalho e a melhorar a saúde mental da população. Isso, por sua vez, poderia gerar economia em saúde pública e maior retenção de talentos no mercado formal.
“Reorganizar o ritmo de trabalho é reestruturar também a dignidade de quem produz.” — profissional de RH fictício João Mendes
Perspectivas para 2026 e além: o que esperar da votação
O relatório de Leo Prates deve ser votado na Comissão de Trabalho até o final deste ano. Se aprovado, seguirá ao plenário. Já a PEC tramitando paralelamente pressiona pela adoção de jornada ainda mais curta. A disputa sugere um 2026 intenso no Congresso e forte mobilização de sindicatos, empresas e sociedade civil.
Para trabalhadores, a expectativa é de conquista histórica. Para empresários, o momento exige adaptação, planejamento e diálogo. O país, no fim, discute mais do que horas de trabalho — debate o equilíbrio entre produção e vida.
Conclusão
A proposta apresentada por Leo Prates reacende um debate antigo — mas absolutamente atual. A escala 6×1, modelo usado por décadas, agora é questionada em nome da dignidade, saúde e eficiência. O caminho à frente exige responsabilidade, negociação e visão de longo prazo. Se o Brasil conseguir equilibrar os interesses do trabalhador e da economia, poderá inaugurar um novo capítulo nas relações de trabalho.














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