Criança morreu no AM: por que adrenalina errada na veia é tão perigosa?

Por Redação – Porto Seguro News

A morte de uma criança no Amazonas reacendeu um alerta grave na área da saúde: a administração incorreta de adrenalina na veia pode causar efeitos devastadores no organismo, especialmente em crianças. O caso levantou dúvidas sobre a segurança do medicamento e por que o erro na via de aplicação pode ser tão perigoso.

A adrenalina é usada em situações de emergência, como anafilaxia (reação alérgica grave), parada respiratória e choque. Porém, existe um protocolo rigoroso: na maioria dos quadros, ela deve ser aplicada por via intramuscular (IM), e não diretamente na veia.

Por que aplicar adrenalina na veia é tão arriscado?

Quando administrada na veia sem a diluição adequada ou sem necessidade real, a adrenalina entra no organismo de forma muito rápida, provocando uma resposta intensa e potencialmente fatal. Entre os principais riscos estão:

  • Arritmia grave — o coração pode acelerar abruptamente ou bater de forma desordenada.
  • Aumento súbito da pressão arterial — podendo causar danos no coração, cérebro ou vasos sanguíneos.
  • Risco de parada cardíaca — pelo excesso de estímulo nas células cardíacas.
  • Isquemia — redução do fluxo de sangue para órgãos vitais.
  • Colapso cardiovascular — quando o coração não consegue manter a circulação adequada.
“A via intravenosa só deve ser usada em ambiente hospitalar, com monitorização completa e diluição específica. Fora disso, o risco de complicações é extremamente alto”, explica um especialista em emergência pediátrica.

Quando a adrenalina é indicada?

A principal indicação de adrenalina fora do ambiente hospitalar é a anafilaxia. Nesses casos, ela deve ser aplicada:

  • Via intramuscular (IM)
  • Na coxa (vasto lateral)
  • Com dose calculada por peso, especialmente em crianças

Aplicar o medicamento dessa forma garante absorção segura e eficaz, reduzindo drasticamente o risco de eventos graves.

Falhas de protocolo ainda são comuns

Especialistas afirmam que erros de via — intramuscular x intravenosa — continuam ocorrendo por falha de treinamento, pressa em atendimentos de urgência ou confusão entre apresentações do medicamento.

Em hospitais e unidades básicas, a recomendação é que a equipe seja constantemente treinada, já que a adrenalina, apesar de salvar vidas, exige conhecimento técnico rigoroso.

Sinais de alerta após erro médico

Após uma administração incorreta, os sintomas que podem surgir em poucos segundos incluem:

  • Taquicardia intensa
  • Dor no peito
  • Falta de ar
  • Palidez extrema
  • Pressão muito alta
  • Desmaio ou perda de consciência

Esses sinais indicam risco iminente e precisam de atendimento imediato com suporte avançado.

A morte da criança no Amazonas reforça a necessidade de protocolos mais rígidos, treinamento contínuo e cuidado redobrado no uso de medicamentos potencialmente perigosos.

Crédito da foto: Divulgação

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