Sinais de diabetes podem surgir primeiro na boca; veja 3 sintomas importantes

Por Redação – Porto Seguro News

Muita gente não imagina, mas alguns dos primeiros sinais do diabetes podem aparecer na boca antes mesmo de serem percebidos no restante do corpo. Dentistas e endocrinologistas alertam que alterações na gengiva, na saliva e até no hálito podem indicar que os níveis de açúcar no sangue estão elevados.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves, e por isso é importante prestar atenção aos sintomas bucais — especialmente em pessoas com histórico familiar, sobrepeso ou alimentação rica em açúcares.

1. Boca seca persistente

A falta de saliva é um dos primeiros sinais de alerta. A chamada xerostomia ocorre porque o excesso de glicose altera a produção salivar, deixando a boca seca, pegajosa e com maior tendência a machucados e infecções.

“A saliva protege a boca. Quando ela diminui, aumenta o risco de aftas, cáries e inflamações”, explicam especialistas.

2. Gengiva inflamada ou sangramento frequente

A gengivite pode ser um dos primeiros rastros do diabetes. O açúcar elevado facilita o acúmulo de bactérias, causando inflamação, mau hálito e sangramento. Em muitos casos, a gengiva não melhora com escovação e fio dental, exigindo avaliação profissional.

Pessoas com diabetes também têm maior risco de periodontite, uma inflamação mais profunda que pode levar até à perda dos dentes.

3. Candidíase oral (sapinho)

O excesso de açúcar na mucosa e a baixa imunidade favorecem o crescimento de fungos, especialmente o Candida albicans. Isso provoca placas brancas na língua e na boca, ardência, dor e dificuldade para engolir.

Por que a boca revela tanto sobre o diabetes?

A glicose elevada circula por todo o corpo e afeta diretamente a microbiota da boca, a produção de saliva e a capacidade de defesa do organismo contra microrganismos. Muitas vezes, o dentista é o primeiro profissional a suspeitar da doença.

Quando procurar ajuda?

Procure avaliação médica e odontológica se você notar:

  • Boca seca constante
  • Sangramento gengival recorrente
  • Aumento de aftas ou infecções na boca
  • Alterações no hálito
  • Sede excessiva e urinar muitas vezes ao dia

O diagnóstico é feito por exames de sangue simples, e quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de controle sem complicações.

Manter boa higiene bucal, alimentação equilibrada e visitas regulares ao dentista e ao endocrinologista são estratégias fundamentais para prevenir e controlar a doença.

Crédito da foto: Divulgação

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