Endividamento obriga 14% dos brasileiros a gastar poupança em contas
Por Redação – Porto Seguro News
O aumento do endividamento das famílias está levando cada vez mais brasileiros a usar o que têm guardado para conseguir pagar despesas do dia a dia. De acordo com levantamento recente do setor financeiro, cerca de 14% da população declarou ter precisado recorrer à poupança ou a outras reservas para quitar contas básicas, como água, luz, aluguel, supermercado e dívidas em atraso.
Entre os principais motivos apontados pelos entrevistados estão a perda de renda, o desemprego, a alta do custo de vida e o acúmulo de parcelas no cartão de crédito e no crediário. Para muitos, a poupança, que deveria servir como proteção em emergências, acabou virando a única saída para evitar o corte de serviços ou a negativação do nome.
“Eu juntei um dinheiro durante anos para tentar comprar minha casa, mas, com tudo ficando mais caro, tive que usar quase tudo para pagar contas. Hoje não tenho mais reserva nenhuma”, relata uma consumidora ouvida pela reportagem.
Especialistas em finanças pessoais alertam que esse movimento é um sinal de alerta importante sobre a saúde financeira das famílias. Quando a reserva é consumida para cobrir gastos correntes, qualquer imprevisto – como doença, perda de emprego ou conserto emergencial – pode se transformar em uma crise ainda maior, empurrando o consumidor para o endividamento mais caro, como o cheque especial e o rotativo do cartão.
Outro ponto preocupante é que muitos brasileiros já entram no mês comprometendo boa parte da renda com dívidas anteriores. Com isso, sobra pouco para custear despesas básicas, o que aumenta a sensação de sufoco financeiro e a necessidade de sacar o que estava guardado.
Educação financeira e renegociação como saída
Na avaliação de economistas, algumas medidas podem ajudar a aliviar essa pressão: renegociar dívidas com juros mais baixos, priorizar contas essenciais, evitar novas parcelas desnecessárias e, sempre que possível, reconstruir a reserva de emergência, mesmo que de forma lenta.
Também ganha destaque a importância da educação financeira desde cedo, para que as pessoas consigam planejar melhor o orçamento, identificar gastos que podem ser cortados e evitar que o uso da poupança vire a regra em vez de exceção.
Enquanto a economia não mostra sinais mais consistentes de recuperação para o bolso da população, o cenário é de cautela: famílias apertadas, reservas sendo usadas para sobreviver e um desafio crescente para voltar a guardar dinheiro para o futuro.
Crédito da foto: Divulgação
















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